Escolas brasileiras em crise

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As escolas brasileiras do Japão continuam a passar por grandes dificuldades financeiras. Após vários brasileiros perderem seus empregos, com a crise de 2008, vários pais mandaram seus filhos de volta à América do Sul. Sem a ajuda do governo, algumas escolas não estão conseguindo ficar abertas. Haviam 110 escolas brasileiras no país em 2008, porém, 40 delas já fecharam de lá pra cá.

Jackson Alves Reis, 28 anos, enviava seus dois filhos, de 8 e 10 anos, para o Colégio Brasil Japão em Minato, Nagoya. Mas a escola fechou temporariamente em janeiro, desde então seus filhos ficaram em casa assistindo TV o dia todo. "Eu considerei enviá-los de volta ao Brasil", disse Jackson, "Eles não conseguirão acompanhar os estudos se for numa classe japonesa, que não é sua língua nativa", completou.

Em resposta aos pedidos dos pais, o diretor do Colégio Brasil Japão, Carlos Shinoda, reabriu a escola em abril, como uma sociedade anônima. Para manter o funcionamento da escola, os pais estão organizando bazares e usando de diversos recursos para conseguir verba.

Já a escola Apoio Mie, da cidade de Tsu, fechou suas portas no dia 15 de maio. O motivo foi o alto custo da mensalidade, muitos pais estão em empregos de curto prazo, não podendo arcar com a despesa de 45 mil ienes mensais por aluno (R$ 1175,68).

"É impossível continuar uma vez que não podemos mais garantir a qualidade da nossa educação", disse o diretor.

Alguns professores continuam ajudando seus ex-alunos brasileiros de graça. "Quero ensinar os alunos mesmo que seja apenas enquanto meu seguro-desemprego é válido", disse um dos professores.
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